Um caso real de peak shaving e gestão de demanda
O avanço dos sistemas de armazenamento de energia (BESS) tem acelerado mundialmente nos últimos anos. No entanto, à medida que esses sistemas se tornam mais presentes, surge um novo desafio: garantir que eles operem de forma eficiente dentro das regras e limitações do sistema elétrico.
Mais do que instalar um BESS, o verdadeiro valor está na forma como ele é operado.
Este case apresenta como a Automa atuou na implementação de um sistema de gestão energética (EMS) para viabilizar o uso eficiente de um BESS, com foco no controle de demanda e na redução de custos operacionais. A solução desenvolvida contempla a integração em campo com diversos equipamentos críticos, incluindo baterias, sistemas de conversão de potência (PCS), relés de proteção e medidores, garantindo comunicação confiável e operação coordenada de todo o sistema. Trata-se de um projeto de alta criticidade, uma vez que o BESS desempenha um papel essencial no fornecimento de energia, sendo responsável por suportar o abastecimento de uma cidade inteira.
O projeto
O projeto tinha como principal objetivo operar o sistema de armazenamento de forma eficiente durante o horário de ponta, respeitando a demanda contratada.
Esse cenário traz um risco direto para o cliente:
- ultrapassagem de demanda
- plicação de penalizações pela concessionária
- falta de previsibilidade nos custos energéticos
Sem uma estratégia operacional bem definida, o BESS não seria suficiente para mitigar esses riscos.
A solução: EMS como camada de inteligência
A Automa foi responsável pela implementação do seu EMS (Energy Management System), atuando como a camada de inteligência operacional do sistema.
O EMS permitiu:
- monitoramento em tempo real das variáveis elétricas
- controle automatizado de carga e descarga
- gestão dinâmica da demanda
- tomada de decisão baseada em dados operacionais
Essa camada foi essencial para transformar o BESS em um ativo operacional eficiente.
A estratégia aplicada: peak shaving
A principal estratégia adotada foi o peak shaving no horário de ponta.
A lógica de operação foi estruturada da seguinte forma:
- carregamento do sistema ao longo do dia, respeitando a demanda contratada
- descarga controlada no horário de ponta
- ajuste dinâmico conforme variações de consumo
Esse controle permitiu evitar a ultrapassagem da demanda contratada, reduzindo o risco de penalizações e mantendo a operação dentro dos limites estabelecidos.
Resultados operacionais
Com a implementação do EMS e da estratégia de peak shaving, o sistema passou a operar de forma mais eficiente e previsível.
Os principais resultados foram:
- redução do risco de multas por ultrapassagem de demanda
- maior previsibilidade de custos energéticos
- melhor aproveitamento do sistema de armazenamento
- operação mais estável e controlada
Na prática, o BESS deixou de ser apenas um ativo técnico e passou a atuar como ferramenta ativa de gestão energética.
Evolução do projeto
Além da entrega atual, a arquitetura do sistema já considera sua evolução para novos níveis de integração e inteligência.
A Automa está avançando no desenvolvimento de:
- operação como Virtual Power Plant (VPP)
- integração com o Operador Nacional do Sistema (ONS)
Esses avanços ampliam o papel do sistema, permitindo maior flexibilidade e participação ativa no sistema elétrico.
O crescimento do uso de BESS traz uma mudança importante no setor: o foco deixa de ser apenas a infraestrutura e passa a ser a operação.
Projetos como este mostram que a eficiência energética depende diretamente da capacidade de monitorar, decidir e agir em tempo real.
O EMS da Automa consolida esse papel ao transformar dados em decisões operacionais, garantindo eficiência, segurança e previsibilidade.
Quer entender como aplicar essa lógica na sua operação?